quarta-feira, 20 de abril de 2016

O CASAMENTO

                                 O CASAMENTO

Deixo aqui registrado o que entendo por CASAMENTO. O que ora escrevo é um testemunho do que vivi como casado, portanto não se trata de nada didático. É a síntese do que construímos, minha saudosa esposa Elza e Eu.  Meu depoimento está embasado na vivência que tive com minha Esposa ELZA MARINA, por 57 anos e oito meses, quando ela desencarnou.
A decisão  de uma vida a dois de um casal é uma via de mão dupla. É uma construção. Deve ser desenvolvida  - a Parceria - a Cumplicidade  -  a  Amizade - a Paciência - a Tolerância - O Respeito a Individualidade - a Ajuda mútua, e entre outros o fecho fundamental -  A FIDELIDADE.  Esse desenvolver da vida a dois, só será conseguido através da RENÚNCIA e na Construção de um SENTIDO DE VIDA. A RENÚNCIA é o fundamento da união entre o casal. Eu digo RENÚNCIA porque a partir do momento dessa união, ambos param de dizer "EU" e passam a dizer "NÓS". Esse NÓS na maioria das vezes resulta em "ELES" os filhos.
É portanto uma doce RENÚNCIA. É com um permanente "Mãos dadas" que o casal convive praticando uma troca de energia positiva infindável. O permanecer  de mãos dadas é um ato IRRESTRITO, INCONDICIONAL E MUTUO e é mais profundo que a própria conjunção carnal.
Recentemente procurando  musica orquestrada no YouTube, deparei com uma música chamada "CANÇÃO PELA FAMÍLIA" composição de Padre Zezinho. Ouvindo, verifiquei que através de palavras simples ele consegue definir o que é uma Família. Num determinado momento eu meditei sobre o que ouvi e  disse para mim mesmo "vesti a carapuça". Numa frase singela ele diz: "Jamais dormir sem antes pedir ou dar o perdão." Lembrei que várias vezes por um atrito banal mal resolvido durante o dia, eu e minha saudosa esposa, dormimos de costas um para o outro. É algo comum entre os casais esse tipo de entrevero que poderia perfeitamente ser superado com um simples "Dar ou Pedir o Perdão".
Para finalizar ouçam essa musica no  YouTube, vai ser útil ouvi-la.

quinta-feira, 3 de março de 2016

CASAMENTO DA NETA MARCELA M 27 DE FEVEREIRO DE 2016

SALVE A TODOS
QUERIDOS NORA E FILHO:  MARIA FERNANDA e OSWALDO FILHO. SALVE NETOS NUBENTES    "MARCELA E GUILHERME".  ESTOU COM O PRESENTE DEPOIMENTO EXTERIORIZANDO O QUE REPRESENTOU PARA MIM, A PARTICIPAÇÃO NO ENLACE MARCELA/GUILHERME. TODO O RITUAL, PERFEITO EM SUA ESSÊNCIA, ESTEVE EMBASADO NA MAIS PERFEITA REALIDADE DOS FATOS. NADA FOI  EXPOSTO OU INDUZIDO A FANTASIAR O REAL ENVOLVIMENTO DOS PARTÍCIPES. NINGUEM REPRESENTOU. TODOS ABRIRAM SUAS ALMAS. DESTACO AQUI: A PRESENÇA ALEGRE DO IRMÃO-CUNHADO-PADRINHO (E MEU NETO) FILIPE TENDO AO LADO A DOCE AMANDA. A DIRETA PARTICIPAÇÃO DO TIO RENATO  COMO MESTRE DE CERIMÔNIA E A MADRINHA, SUA SUELY; DO TIO FERNANDO E ESPOSA ELIZABETH TAMBÉM PADRINHOS E ESTANDO AO LADO AS MINHAS DOCES NETAS THAIS E LUIZA. OUTRA PRESENÇA MARCANTE FOI A VÓ TATAU E DE TODOS OS FAMILIARES DE MINHA QUERIDA NORA FERNANDA. AS PRESENÇAS DOS PAIS DO GUILHERME; SUELI E RUBÉNS, DO IRMÃO E CUNHADA DO GUI E AINDA A SUA SOBRINHA, DA MINHA CUNHADA CARMEN E SOBRINHO E ESPOSA CARLOS EDUAARDO/KATHLEEN ALEM DOS DEMAIS PARENTES QUE NÃO NOMINO POR DESCONHECE-LOS PESSOALMENTE. EU O VÔ OSWALDO, TENDO RECEBIDO O DOCE ENCARGO DE ENTREGAR AS ALIANÇAS AO CASAL, VIVI UM DOS MOMENTOS IMPARES DE MINHA EXISTÊNCIA. NO MOMENTO DA FALA, AS PALAVRAS DERRAMARAM TODO O MEU SENTIMENTO DE AMOR, FUGINDO UM POUCO DO QUE PANEJARA, MAS TRANSBORDANDO TUDO O QUE MINHA ALMA SENTIA. ACENTUO AGORA A OCORRÊNCIA DA PRESENÇA ESPIRITUAL MUITO FORTE DO VÔ WILSON AO LADO DA VÓ TATAU, E DA VÓ ELZA AO MEU LADO. ELES REALMENTE ESTAVAM LÁ PARA A TODOS ABENÇOAR. CONCLUINDO, O MEU MUITO OBRIGADO A TODOS.                                                             VO OSWALDO

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

quinta-feira, 28 de março de 2013

HOMENAGEM A MINHA ESPOSA ELZA

              HOMENAGEM A MINHA ESPOSA ELZA

Em 22 de agosto de 2012, faleceu minha querida esposa Elza. Permanecemos juntos mais de 57 anos e juntos partilhamos momentos de muita felicidade. Construímos um Império de Amor representado pelos nossos três filhos, noras e netos.
É infinita a saudade que sinto neste vazio de sua ausência. Ela é penosa e doí muito na Alma. Espirita que sou, sei que chegara o momento de partir. Fica a imensa saudade e minha eterna gratidão pelos momentos alegres, como os difíceis que tivemos que superar juntos e com galhardia. Nossa parceria, cumplicidade, apoio incondicional, permanente mãos dadas, o sorriso maroto, a lágrima quando necessária. VOCÊ FOI UMA GUERREIRA. Meu eterno Muito Obrigado minha querida - Tuca - Pituca - Nenê - Minha Menina.
Com o amor de sempre, seu "mozinho"
OSWALDO
     
 

 
    
       Foto de 28 de outubro de 2011 completando 78 anos

segunda-feira, 9 de maio de 2011

05. REENCONTRO DE SANSONES

REENCONTRO DE SANSONES
Em 19 de Outubro de 2009, ocorreu o Reencontro de um grupo de SANSONES , primos que não se viam há mais de 30 anos.
COMO OCORREU: Garimpando pelo Orkut, na Comunidade SANSONE, localizei Fúlvio Sansone, filho de meu primo Mario Francisco Sansone, meu primo "Chiquinho". Dai as janelas foram se abrindo.O Fúlvio me ajudou a articular os contatos.
ONDE OCORREU:  na residência do casal  "Chiquinho/Neusa"
QUEM PARTICIPOU: Além do casal anfitrião "Chiquinho/Neusa"
o Fúlvio, o primo Luiz Gonzaga (irmão do Chiquinho) e o primo Fausto Luiz e esposa Mara, minha Esposa Elza e eu.
RESULTADO: Foram momentos de muita ternura, amor e confraternização. Lembramos antigos momentos e atualizamos os novos. Demos muita risada e varamos a madrugada.
Somando a idade dos presentes chegaríamos há mais de 400 anos.
Oswaldo e Elza


Mara/ Fausto Luiz - Mario Franscisco/Neusa - (não tenho as fotos do Luiz Gonzaga e Fúlvio)
Obrigado primos pelo lindo memento e um abraço ao Fúlvio que muito contribuiu pela realização do evento.

quinta-feira, 31 de março de 2011

04. RELATO DE UM LONGO PADECIMENTO

            RELATO DE UM LONGO PADECIMENTO                 
           Diagnóstico:"Síndrome do Intestino Irritável "                
           Há mais de dez anos, minha esposa Elza vinha sofrendo diariamente de fortes dores abdominais. A intensidade dessas dores variavam de suportáveis a desesperantes. Dá para imaginar quanto padecimento ela passou durante  anos de peregrinação por especialistas. Foram solicitados todos os exames desde os mais simples até os altamente especializados, e com o passar dos anos e a introdução de novas tecnologias novos exames foram efetuados. Os diagnósticos sempre os mesmos: Clinicamente todo o sistema abdominal está em condições normais, e nada de relevante foi observado.
Mesmo assim passou por cirurgia de extração da vesícula
por haver sido assinalada a presença de cálculos biliares. Dessa cirurgia resultou uma hérnia umbilical, ocasionando nova intervenção. E... as fortes dores abdominais continuavam, mesmo tomando medicamentos apropriados. Não sendo detectada nem uma doença física optou-se pelo diagnóstico de
um sintoma de dor sem origem orgânica,daí a "Síndrome do Intestino Irritável" Foram ministrados medicamentos mais fortes e específicos. Passaram-se mais de dez anos. as dores abrandavam e  por vezes voltavam mais intensas. Todo esse sofrimento durante tanto tempo, ocasionou a Elza privações alimentares e sociais, deixando-a refém desse sofrimento, nem sempre compreendido por todos. Tendo eu como seu marido, acompanhado esse longo sofrimento, sempre procurei encontrar o por que dessas dores uma vez que estava medicada e obedecia todas as recomendações médicas.
Nosso cotidiano é partilhado por estamos sempre juntos, daí
observei que em determinado momento as dores surgiam como do nada. Nesses momentos não estavam ocorrendo problemas de ordem emocional ou de qualquer natureza que justificassem
essas ocorrências. Parti então  em busca do "gatilho" que disparava essas crises. Observando sua alimentação, fizemos várias exclusões na tentativa de focar o gatilho. Nem uma das tentativas deu numa resposta positiva. No inicio de Dezembro p.p. (2010) questionamos se não seria o leite o gatilho procurado. Conversando com meu filho  Fernando que é médico, perguntei se não seria o leite que estava provocando as dores, ele disse: É possível, as pessoas de mais idade são sensíveis a lactose. Sugeriu que passássemos a tomar leite com baixo teor de lactose. Foi o que fizemos. Vai daí que as dores praticamente desapareceram. A Elza passou a viver mais alegre e sem queixa do antigo mal. Sua medicação  foi substancialmente reduzida e alguns remédios suprimidos.
Atualmente, (março de 2011) sentindo-se bem melhor está muito mais alegre.  Um fato sobre essa disposição, em Janeiro nosso filho Renato veio nos visitar. A Elza disse vou fazer um café... O Renato e eu ficamos na sala conversando, quando observamos: " Olha a mamãe está cantarolando...como nos velhos tempos... Atualmente ela continua com acompanhamento médico e com programação de redução de
medicamentos e doses. Está se alimentando muito melhor tendo comido camarão, bacalhau e frutos do mar....para quem a conhece sabe muito bem qual era a sua reação sobre esses pratos.
Enfim, o hoje a minha menina está bem mais sorridente
OSWALDO SANSONE RODRIGUES - Abril de 2011

          

terça-feira, 24 de agosto de 2010

03. O SUSTO - A GRATIDÃO -O AMOR - O HUMOR

O SUSTO - A GRATIDÃO - O AMOR - O HUMOR
(Mensagem dirigida a minha querida esposa ELZA. a meus filhos/noras   e meus netos  
 - AGOSTO DE 2010 -
Pretendo com este singelo recado, deixar registrado a todos vocês, meus queridos familiares, meu sincero muito obrigado, pelos momentos de afeto, carinho e amor, que recebi de todos, na semana que passou, por ocasião de minha hospitalização, em decorrência dos meus problemas cardíacos. Já devidamente recuperado, em casa e voltando ao cotidiano de um aposentado. Hoje (19/08/2010) até o recenseador atendi...
Sei, porque vejo nas atitudes de vocês e nos seus olhos, quanto sou amado por todos, como isso enche minha alma de alegria e mais amor. Estou com 79 anos, e é natural que não temo mais a morte, mas Amo a Vida, e espero viver mais algum tempo no meio de todos e ao lado de minha querida mulher, minha querida menina ELZA.   Um fato: Logo após receber alta, a mamãe foi até a atendente do setor para tratar a liberação da papelada de praxe. A atendente lhe disse: é melhor que o seu acompanhante trate disso. - a mamãe lhe respondeu: eu sou a acompanhante. Dá para perceber como a menina estava abatida...  P.Q.P. vá ser assim gostosão na casa do chapéu...
OBRIGADO A TODOS VOCÊS MEUS QUERIDOS
VÔ OSWALDO

O HUMOR
Tão logo surgiram os primeiros sintomas, optou-se pela minha remoção em ambulância, pois não seria conveniente remover de carro. Face a topografia do terreno do prédio, onde o acesso à garagem é através de uma rampa bem ingreme a ambulância não passaria, então fui colocado numa maca de remoção com rodas e com dois cintos de segurança (fiquei como um salame enrolado). 
Estavam o motorista, uma enfermeira socorrista e o Fernando. Quando eles se proximaram da rampa eu disse: vocês vão aguentar o peso? Tudo bem responderam, mas ficaram mais ligados... Por via das dúvidas chamei todos os santos por perto para ajudarem.
Apesar de meu estado de saúde,não perdi o humor, e tive o seguinte pensamento; Esses caras não vão me aguentar, esta maca vai despencar e eu vou aterrizar lá no meio da Avenida dos Bandeirantes... Vai ser helicóptero para todo lado, o Datena gritando na TV - É uma vergonha, não seguraram a maca e o aposentado foi parar no meio da avenida... deve ser muito grave...são vários feridos....acionaram o Glorioso Corpo de Bombeiros...mal remunerados...salário de fome...Onde estão nossas autoridades??? Esses deputados que nada fazem...já teriam que ter revogada a lei da gravidade...Comandante Hamilton, o rei do ar, nos envia a imagens do local...e´exclusividade da Band...Me ajuda ai, gente...

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

01. NOSSAS RAIZES - MEUS PAIS


PREÂMBULO - NOSSAS RAÍZES - MEUS PAIS -
O relato abaixo é dirigido a meus filhos, netos, sobrinhos netos e tantos quanto estejam ligados a nossas raízes. Quando editei meu "Blog" MINHAS LEMBRANÇAS" no meu perfil assinalei que todos os fatos descritos referiam-se a passagens que vivenciei no cotidiano de minha infância e juventude, não se tratando de minha história pessoal. Quando editei minha página no Orkut, através da "Comunidade Sansone" acabei por abrir uma janela para o passado, reencontrando parentes contemporâneos, e o mais emocionante, parentes descendentes que se quer sabia de sua existência. Foi muita emoção para mim e pude constatar que também esses parentes manifestaram essa mesma emoção. Sempre tenho enfatizado que é importante sabermos detalhes de nossa origem. Vários fatos, passagens, narrativas e casos nos foram passados pelos nossos parentes mais próximos, e, ficaram registrados em nossas mentes. Outros tivemos e estamos tendo a oportunidade de tê-los vivido e ou estar vivendo, com o convívio de nossos parentes ascendentes. Somos uma família de longívagos por genética e evolução da medicina. Essa longevidade nos tem dado a oportunidade de transmitir-lhes a todo  momento, antigas passagens e "causus" vividos... Quando mais jovens, embora gostamos de ouvir e registrar as narrativas, não nos damos conta que fazemos parte dessas raízes, e a formação de cada um de nós é a síntese delas. O mais maravilhoso ainda é que cada um de nós, vindo dessa origem comum, tem outros e diferentes ramos de raízes, vindos do parceiro (a) que cada um escolheu para formar sua própria família. Partindo de nossos trisavós, temos 56 ascendentes...Outro fato maravilhoso é que ao gerarmos, estamos em nossos filhos nos perpetuando. Meditem sobre isso... não seria uma das evidências da existência da alma? da presença de Deus? Hoje com 78 anos fico cada vez mais convencido que cada um de nós tem uma missão, um sentido de vida, e, assim sendo não devemos nos furtar em vive-la e cumpri-la. Isso não é destino é uma proposta. Deus propõe, não impõe. Ainda, todos fiquem tranquilos por em determinados momentos terem contestado a existência da alma, de Deus - todos passamos por isso - Quando ocorrerem esses momentos, olhem nos olhos de seus semelhantes, vejam o sorriso de uma criança, a beleza de uma flor, uma tempestade... as dificuldades do cotidiano, de relacionamento...os males físicos... e muitas, muitas alegrias...Deus te deu tudo isso sem pedir nada em troca, apenas fica iluminando seu caminho...fica ao seu lado. Ainda nos dá a opção de escolha em cumprir ou não essa missão, os caminhos a percorrer para cumpri-la e ainda ter estrutura para suportar as injustiças, as posições antagónicas que acabamos tendo que enfrentar, o desprezo pelos nossos sentimentos, até chegarmos no fim da caminhada, com o sentimento de amor ao próximo e de missão cumprida.



NOSSAS RAÍZES - MEUS PAIS




Tenho narrado muitas passagens sobre o meu lado Sansone e pouco tenho mencionado sobre meu pai, o meu lado Rodrigues. O fato de meu pai ter falecido em 25 de Janeiro de 1936, quando eu tinha pouco mais de 4 anos, me privou do convívio Pai-Filho. Os poucos dados sobre Ele, foram passados por minha mãe. É essa lacuna que sempre desejei que não ocorresse com meus filhos e descendentes.  Por isso, sempre repito, busquem registrar todos os detalhes de sua origem, com todas as qualidades e defeitos, pois as qualidades nos aperfeiçoam e as deficiências mostram nossas limitações. Meu pai Francisco Bruno Rodrigues, era português, nascido em Funchal, Ilha da Madeira. Veio para o Brasil ainda criança.Meus avós paternos chamavam-se João Rodrigues e Leopoldina Rodrigues. Foram seus filhos: Tia Maria, tia Conceição, tio João fh., tio José, Francisco (meu pai). Não tenho certeza, mas parece que havia mais uma filha de nome Benvinda. Era uma família com vocação para a música, pois além de meu Pai, seus irmãos, tio João e tio José, também fabricavam artigos musicais. Meu pai casou-se com minha mãe Aida Sansone Rodrigues em 1929. Tiveram dois filhos, Eunice e eu. Meu pai tinha uma "MANUFATURA DE ARTIGOS MUSICAES" Além de comercializar artigos e instrumentos musicais, fabricava cordas para violão, piano e violino, e editava partituras musicais. Iniciou sua atividade comercial na cidade de Araraquara e posteriormente transferiu-se para São Paulo. Eram afamadas as cordas das marcas "Jóia" - "Pérola" e "FBR"(iniciais de seu nome). Com o falecimento prematuro de meu Pai, em 25 de Janeiro de 1936, minha mãe viúva com apenas 23 anos, continuou com a Empresa até o final da década de 40, quando vendeu-a para as Industrias Giannini, também do ramo e existente até hoje.








Acima: Fac-símile do envelope comercial da
"MANUFATURA DE ARTIGOS MUSICAES"



OSWALDO SANSONE RODRIGUES em 3 de Junho de 2008

--------------------------------------------------------------------------------- 
MEU QUERIDO TIO CHICO
Tio Chico (Francisco Sansone) irmão de minha mãe, era o filho caçula, de sete irmãos. Sempre me dedicou muito afeto, principalmente durante minha infância e adolescência. Tenho registrados em minha memória, as imagens e fatos de minha vida, e, entre outros, um especial propiciado pelo meu Tio Chico. Hoje casado com minha querida Elza, há 55 anos, vou narrar uma passagem marcante, onde meu querido Tio Chico se fez presente. Era Dezembro de 1954, tendo marcado a data de meu casamento para 29 de Janeiro de 1955, e, tio Chico residindo em Curitiba, a única maneira de manter contato com ele, naquela época, era através de correspondência via correio. Enviei-lhe meu convite de casamento, com uma carta manifestando minha vontade de contar com a presença dele. Contei na carta que minha família era contra meu casamento, e, que eu havia decidido ir em frente mesmo sozinho, disposto a construir meu próprio futuro, independente da despropositada oposição familiar. Dá para imaginar as dificuldades que tive que superar, pois tinha somente 23 anos e parcos recursos pessoais, e, embora minha família tivesse ótima situação  financeira,   não  contei   com   o  apoio   deles,   quando tradicionalmente isso é normal nos momentos de início de um novo segmento familiar. No dia de meu casamento, entrando na Igreja a primeira pessoa que vi foi o Tio Chico... ele estava me esperando. Meu abraçou e disse: "Vá em frente, lute pelo seu ideal com eu fiz." colocou um envelope no meu bolso e disse: isto é para você.... foi a última vez que vi meu Tio Chico. No envelope havia uma importância em dinheiro e um bilhete:"Faça uma Lua de Mel mais folgada. Ass. Tio Chico 29/01/1955" Ainda hoje, passados mais de 55 anos, sempre relato essa passagem a meus descendentes.
____________________________________________________________________________________
LINDO MOMENTO
Vivenciei um lindo momento protagonizado pela minha neta LUIZA. Foi em Outubro de 2008. Estamos todos no apartamento do Oswaldinho/ Fernanda. Conversávamos - Eu o Fernando e a - Avô -Pai e Neta - tres gerações - em pé no meio da sala. . O assunto era amenidades. Num determinado momento, a diz para o pai Fernando, em frase totalmente fora do contexto, porém de extremo amor: "Pai, quando você ficar mais velho, fique igual o ". Dá para imaginar como foi prazeiroso para mim. Tanto sentimento de afeto vindo de minha neta caçula.
____________________________________________________________





VIVÊNCIA E ESPIRITISMO - editado em 5 de Agosto de 2009 -
1. Preâmbulo: Resolvi deixar registrado meu caminho até chegar a prática do espiritismo, pois ela ocorreu naturalmente, e não se trata de conversão pois todos os princípios do cristão espirita já estavam conscientes na minha mente, apenas afloraram. Fui praticante do catolicismo participativo em movimentos da Igreja como "Encontro e Formação de Jovens" - "Encontro de Casais com Cristo" - "Encontro de Noivos" - "Fraternidade Carmelitana" - "Ministro da Eucaristia" - Cursilho de Cristandade". Algo que sempre me incomodou e questionei foi a imposição dos Dogmas e a não aceitação da reencarnação. Há aproximadamente 5 anos passei a frequentar casas espíritas, como a Emaús no Bairro da Aclimação, a Casa do Caminho no Bairro da Vila Clementino. e a pouco mais de um ano, por sugestão de meu filho Fernando, passei a frequentar o Grupo Espirita Cairbar Schutel. Nessa Casa, minha esposa e eu nos identificamos com o grupo das quintas-feiras . e estamos até hoje nos integrando. Foi nessa oportunidade que li e reli o Livro dos Espíritas de Alam Kardec. Independente de contradições existentes entre os relatos, principalmente por serem coletanea de fatos ocorridos em diferentes épocas, com grau de desenvolvimento díspares, pude confirmar que todos os fundamentos espíritas lá contidos já "eram de meu conhecimento". O milagroso disso tudo está no fato: - "eu já sabia". Meditando sobre o assunto, abri minhas janelas do passado, em busca de uma explicação. Vieram a mente fatos ocorridos na longinquoa década de 40, e adiante passo a relatar resumidamente, as passagens mais significativas. Assinalo ainda que todas as vezes que vejo fotos antigas, de antes de 1900, tenho a sensação de que vivi nessa época, sinto como se lá estivesse, que há vida e movimento nessas fotos...
VIVÊNCIA NO ESPIRITISMO - Os fatos que passo a narrar ocorreram entre os anos de 1942 e 1947, portanto entre meus 11 e 16 anos de idade, e durante a segunda guerra mundial. Eu morava na Rua Carlos Steinen, travessa da Rua Abílio Soares, no Bairro do Paraíso. Essa casa não existe mais, hoje é um edifício. Era um palacete de minha avó Concetta Bamonte Sansone viúva de meu avô Nicola Sansone. Residiam com ela: minha mãe Aida Sansone Rodrigues (viúva) minha irmã Eunice, eu, meu tio Cyro Sansone (viúvo), o filho dele, Miguel - recem nascido - cuja mãe Nena (Desdemona Raguza Sansone) morrera recentemente de parto, morava ainda Tio Luiz. Nesse período ocorreram várias reuniões onde eram realizadas sessões espíritas. Foram reuniões onde só participaram os familiares, não havendo presença de convidados. PARTICIPANTES: Os mediuns Jaime Pericás e seu irmão Bernardo Pericás, ambos eram médicos e cunhados de meu tio Francisco Sansone (tio Chico) também médico. Além dos três, cuja participação era muitas vezes alternada, participavam da maioria das reuniões, minha mãe, tio Cyro tio Mario, tio Luiz e eu.(não participavam minha avó que se recolhia cedo, e minha irmã Eunice que era radicalmente contra.
TIPOS DE REUNIÃO: 1.Convocação do Espírito Guia e outros. 2. De Psicografia. 3. Uso de uma cartolina com letras e números em circulo, chamada de Mesa Branca.
LOCAL DAS REUNIÕES: Eram realizadas na sala de música. Essa sala tinha aprox. 4x4m. Havia um piano e respectivo banquinho, uma estante de livros, jogo de poltronas e cadeiras, uma mesa de centro. Numa prateleira de canto havia um "Gramophone".
CONVOCAÇÃO DO ESPÍRITO GUIA. A sala era preparada com as cadeiras e poltronas colocadas em círculo. O médium ficava numa poltrona e os participantes nas demais acomodações. A luz era apagada, ficando somente acesa uma mini-lâmpada vermelha num abajur, e coberto com um pano. Existiam 2 cones de cartolina com aprox, 60 cm e com a ponta vazada. Nos dois extremos dos cones foram pintadas faixas de 1cm de largura, com tinta fosforescente, de forma que eram perfeitamente visíveis no ambiente. O gramophone era ligado e a música era clássica. Era feita uma oração e avocada a presença do Espírito Guia. Após algum tempo, as primeiras manifestações surgiam com os cones voando em círculo na altura de nossas cabeças, sendo o mais notável que cada cone girava num sentido - horário e anti-horário - e a velocidade era alta. Em seguida os cones paravam ficando suspensos no ar, na altura de nossas cabeças. Era por esses cones que o espírito se manifestava, e os presentes escutavam perfeitamente. As manifestações não eram feitas através da fala do médium. Este entrava em sono profundo, sendo audível sua respiração. Os contatos vinham portanto através dos cones e os diálogos eram feitos com todos os presentes. Sempre mensagens de amor ao próximo. O Espírito Guia (como era chamado o mentor) era de um índio brasileiro, não me recordo se um Cacique ou Pagé. Não consigo lembrar o nome. Vinham outros visitantes. Os fenomenos físicos mais notáveis foram:  A movimentação dos cones e a materialização do espírito que ocorria em forma de uma aura não muito nítida que aparecia a meia altura e atrás de um dos cones. Outras manifestações notáveis: o piano tocar. Quando isso ocorria, lembro-me que eu ficava sentado no banquinho do piano com os cotovelos em cima da tampa. Não tocava música, apenas notas. Outro fenómeno físico que ocorreu foi a transposição de um objeto (caneta ou lápis). Ele foi deixado em outra sala da casa, também no escuro. e as portas trancadas. Quando a sessão terminou o objeto estava na mesa da sala da reunião. Outros dois fatos que me recordo bem, certa vez, ao terminar a reunião o médium estava com as mãos e pés amarrados com uma corda, cujos nós foram dificeis de desatar. De outra feita, o fato foi invertido, onde o médium foi por nós amarrado no inicio da reunião e ao término ele estava desamarrado. Meu tio Cyro tinha seu interesse voltado para a tentativa de se comunicar com a esposa falecida prematuramente. Seu espirito nunca se manifestou diretamente, mas mandava uma mensagem: Não se case novamente.... Anos mais tarde meu tio casou-se novamente e teve uma vivência muito atribulada e dificil.
2. REUNIÃO DE PSICOGRAFIA - Foram realizadas muitas e na maioria das vezes eram mensagens de amor ao próximo e vivência na caridade. Uma psicografia foi especial e passo a relatar: o médium (não me lembro qual dos dois) ficou sentado na mesa da sala de jantar. Havia luz indireta. Ele teve os olhos vendados. Em sua frente estava um caderno escolar da época e vários lapis. Após a meditação, o médium começou a escrever. A velocidade da escrita era acelerada, bem acima da capacidade humana. A escrita era nítida e acompanhando as pautas. Em determinados momentos, ele retornava as paginas anteriores para alguma correção. Todo esse procedimento foi espantoso, porem muito mais espantoso foi o conteudo do mensagem, e que adinte contarei. Todos os presentes, o médium, meu tio Cyro, minha mãe, tio Chico e eu, desconheciamos os fatos. Tratava-se de uma mensagem dirigida ao meu tio Mario e subscrita pelo espirito de um homem que havia sido noivo de minha tia Nuna (Onofria Raguza Sansone) naquele momento esposa do tio Mario. - A HISTORIA - Tia Nuna havia sido sua noiva e no dia do casamento ele (noivo) que era construtor, sofreu um acidente e caindo de um andaime veio a falecer. Na mensagem além de agradecer ao tio Mario a atenção dada a esposa, enaltecia todas as qualidades e virtudes de minha tia. Houveram muitos outros fatos, mas não consigo lembrar. Nota - Recentemente conversando com um primo, filho do tio Mario soube que há alguns anos minha tia Numa havia falecido com mais de 102 anos.
3. MESA BRANCA - Essas sessões na maioria das vezes não tinham a presença do medium. Era feita uma oração e pediamos a presença de um espirito. Sobre a cartolina aberta na pequena mesa de centro da sala de música, havia um pequeno copo emborcado.Todos os presentes colocavam um dedo sobre o copo. Este se movia de letra em letra formando palavras. Havia tambem na cartolina as palavras sim e não e os números de 0 a 9. um dos presentes ia anotando as letras e formando as palavras. A maioria das mensagens eram de amor ao próximo e frequentemente dizia Cyro não se case novamente...
CONCLUSÃO: Resolvi deixar relatados estes fatos pois sou o único vivo desse grupo que participava das reuniões, e se não o fizesse ficariam perdidos naquele passado remoto, e porque explicam a minha afirmação "(eu já sabia)" Por outro lado, vários descendentes desse grupo estão vivos e espero que tenham a oportunidade de tomar conhecimento deste relato pois fazem parte das raizes de suas origens.
Finalizando, ser cristão espirita ou de qualquer outra denominação, ou religião é muito mais que acreditar ou não no que relatei. Os fatos realmente aconteceram e vieram a tona. O fundamental para o ser humano, e sentir e vivenciar o amor ao próximo e saber que como Criatura de Deus precisamos estar focados em "NOSSO SENTIDO DE VIDA"
São Paulo 5 de agosto de 2009
OSWALDO SANSONE RODRIGUES
_________________________________________________________________________________
FATO RELEVANTE
Após eu ter editado a texto anterior, sobre Vivência no Espiritismo, o filho de meus Tios Mario/Nuna, o Mario Francisco Sansone, meu primo "Chiquinho", em contato me confirmou que já sabia dos fatos narrados. Detalhou que seus pais contaram a ele e seu irmão Luiz Gonzaga, todas aquelas passagens com os detalhes que mencionei. Ainda que o objeto transposto de uma sala fechada para a sala da reunião era uma correntinha e santinho de ouro, e não uma caneta como e supunha.
_________________________________________________________________________________
=========================================================================




Nota: No rodápé desta página há mensagens recebidas.