quinta-feira, 31 de março de 2011

04. RELATO DE UM LONGO PADECIMENTO

            RELATO DE UM LONGO PADECIMENTO                 
           Diagnóstico:"Síndrome do Intestino Irritável "                
           Há mais de dez anos, minha esposa Elza vinha sofrendo diariamente de fortes dores abdominais. A intensidade dessas dores variavam de suportáveis a desesperantes. Dá para imaginar quanto padecimento ela passou durante  anos de peregrinação por especialistas. Foram solicitados todos os exames desde os mais simples até os altamente especializados, e com o passar dos anos e a introdução de novas tecnologias novos exames foram efetuados. Os diagnósticos sempre os mesmos: Clinicamente todo o sistema abdominal está em condições normais, e nada de relevante foi observado.
Mesmo assim passou por cirurgia de extração da vesícula
por haver sido assinalada a presença de cálculos biliares. Dessa cirurgia resultou uma hérnia umbilical, ocasionando nova intervenção. E... as fortes dores abdominais continuavam, mesmo tomando medicamentos apropriados. Não sendo detectada nem uma doença física optou-se pelo diagnóstico de
um sintoma de dor sem origem orgânica,daí a "Síndrome do Intestino Irritável" Foram ministrados medicamentos mais fortes e específicos. Passaram-se mais de dez anos. as dores abrandavam e  por vezes voltavam mais intensas. Todo esse sofrimento durante tanto tempo, ocasionou a Elza privações alimentares e sociais, deixando-a refém desse sofrimento, nem sempre compreendido por todos. Tendo eu como seu marido, acompanhado esse longo sofrimento, sempre procurei encontrar o por que dessas dores uma vez que estava medicada e obedecia todas as recomendações médicas.
Nosso cotidiano é partilhado por estamos sempre juntos, daí
observei que em determinado momento as dores surgiam como do nada. Nesses momentos não estavam ocorrendo problemas de ordem emocional ou de qualquer natureza que justificassem
essas ocorrências. Parti então  em busca do "gatilho" que disparava essas crises. Observando sua alimentação, fizemos várias exclusões na tentativa de focar o gatilho. Nem uma das tentativas deu numa resposta positiva. No inicio de Dezembro p.p. (2010) questionamos se não seria o leite o gatilho procurado. Conversando com meu filho  Fernando que é médico, perguntei se não seria o leite que estava provocando as dores, ele disse: É possível, as pessoas de mais idade são sensíveis a lactose. Sugeriu que passássemos a tomar leite com baixo teor de lactose. Foi o que fizemos. Vai daí que as dores praticamente desapareceram. A Elza passou a viver mais alegre e sem queixa do antigo mal. Sua medicação  foi substancialmente reduzida e alguns remédios suprimidos.
Atualmente, (março de 2011) sentindo-se bem melhor está muito mais alegre.  Um fato sobre essa disposição, em Janeiro nosso filho Renato veio nos visitar. A Elza disse vou fazer um café... O Renato e eu ficamos na sala conversando, quando observamos: " Olha a mamãe está cantarolando...como nos velhos tempos... Atualmente ela continua com acompanhamento médico e com programação de redução de
medicamentos e doses. Está se alimentando muito melhor tendo comido camarão, bacalhau e frutos do mar....para quem a conhece sabe muito bem qual era a sua reação sobre esses pratos.
Enfim, o hoje a minha menina está bem mais sorridente
OSWALDO SANSONE RODRIGUES - Abril de 2011

          

2 comentários:

Mih disse...

Isso mesmo!! as vezes não podemos acreditar que o leite pode fazer mal a alguem!!! mas a intolerancia à lactose é assim mesmo: uma doença camuflada!! Eu e meu marido tb temos, graças a Deus fizemos o teste e com o diagnostico nas mãos mudamos nossa alimentação, hoje estamos otimos tb!!
Abraços e conheça noso blog!
http://blogdaantenada.blogspot.com

MJornal disse...

Olá sr. Oswaldo!! Sou paciente da sua neta Marcela. Sofri muito tempo com dores e inchaço abdominais, e depois de me submeter ao tratamento com probióticos e seguir o plano alimentar que ela me recomendou, no ano passado, melhorei praticamente 100%!! E ainda fiquei mais gatinha, perdi 5cm de cintura, e olha que eu já era magra rsrsrsrss. É incrível a incapacidade de muitos profissionais de saúde em identificar doenças como essa. Eles também não costumam indicar os serviços dos nutricionistas, que considero fundamentais na manutenção de nossa saúde e na prevenção de doenças. Devo fazer meu mea culpa e reconhecer que sempre achei nutricionista coisa de gente fresca, achava que esse profissional não faria diferença na minha vida. Ignorante, pensava: "Todo mundo sabe o que deve ou não comer, pra que ir até alguém que vai me falar o que eu já sei? Além disso, detesto restrições alimentares, gosto de comer o que eu tenho vontade na hora em que eu quiser". Hoje eu penso em como era burra! A Marcela me ensinou muito e me mostrou o quanto eu estava errada e não sabia nada sobre o seu trabalho! Parabéns pela sua neta, além de ser uma profissional super competente ela é um doce de pessoa, do tipo que deixa saudades. Beijos a todos.

Michelle